A polícia do Distrito Federal avançou nesta quarta-feira com a cavalaria contra estudantes que bloqueavam o trânsito.
Eles pediam o impeachment do governador José Roberto Arruda, por causa do escândalo do Mensalão do Democratas de Brasília.
O Palácio do Buriti, usado pelo governo do Distrito Federal apenas para solenidades, foi o lugar escolhido para o protesto.
Os manifestantes fecharam a avenida. O trânsito ficou parado. A tropa de choque chegou para liberar a pista disposta a usar a força.
A cavalaria avançou em disparada, para cima dos manifestantes. Manifestantes resistiram e foram espancados com cacetetes. E quase pisoteados pelos cavalos. Um deles teve que ser retirado por outro manifestante.
A violência continuou no gramado: a cavalaria mais uma vez avançou sobre os manifestantes. A polícia disparou tiros de borracha e lançou bombas de gás lacrimogênio. Não poupou nem a imprensa. Por pouco um outro manifestante não foi atingido.
O Palácio do Buriti foi cercado pelos policiais, enquanto um helicóptero com um policial armado vigiava, de cima, os manifestantes.
"O governador está usando a força da máquina pública para pressionar as manifestações do DF" disse um estudante de cara pintada.
"Foi um direito de garantir o ir e vir da sociedade brasiliense. Não pode grupo pequeno prejudicar toda coletividade" disse o comandante da operação, Coronel Luiz Fonseca.
A ordem dos advogados do Distrito Federal, que tinha cinco observadores acompanhando o protesto diz que não houve tempo nem para intermediar um diálogo. Os conselheiros da ordem vão analisar as imagens do confronto para decidir se cabe ou não uma representação contra o governo do Distrito federal no Ministério Público.
"O que nós assistimos hoje foi a substituição do poder do diálogo pelo poder do tacape. E nós não aceitamos essa violência. Repudiamos de forma taxativa essa violência contra trabalhadores e estudantes" disse Jomar Moreno, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-DF.
Segundo a Polícia Militar, 1,5 mil pessoas participaram da manifestação. Três estudantes foram presos por atirar pedras nos policiais, por desacato e por resistência.
A polícia afirma que usou armas não letais, como spray de pimenta e gás lacrimogênio, porque foi atacada pelos manifestantes.
Confira abaixo a reportagem do Jornal Nacional, Rede Globo, quarta-feira, dia 09 de dezembro de 2009.
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eles tratam os manifestantes como "um grupo pequeno", passando pela imprensa que somos poucos... ai ai ai.. deixa eles pensando assim.. quando eles perceberem, vamos tomar conta!
Zuco.
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